domingo, 11 de janeiro de 2015

FOUR SEASONS RESORT - CARMELO E FASANO LAS PIEDRAS - PUNTA DEL ESTE

Seguidores e Seguidoras,


Como já é sabido de todos os seguidores deste blog, todo final de ano aproveitamos para fazer uma viagem para lugares mais próximos de nós e foi desta maneira que conhecemos alguns dos lugares mais bucólicos do Brasil e da América do Sul.

O destino do final de ano de 2014 e início de 2015 foi o Uruguai, onde já havíamos estado há cerca de 20 anos e para onde retornamos agora para conhecermos a região de Colônia do Sacramento, no extremo sudoeste e recordarmos uma estada prazerosa que já havíamos tido em Punta del Este.

Cogitamos ir de avião até Montevidéu, alugar um carro lá para nos deslocarmos até nossos destinos. Desistimos dessa alternativa, todavia, porque as opções de voos que nos apresentaram eram horríveis. Saídas de madrugada ou deslocamentos a São Paulo, depois a Buenos Aires e somente depois de um longo périplo, chegar à capital Uruguaia depois da meia noite, inviabilizando um deslocamento racional para o nosso primeiro destino.

Como já conhecemos boa parte do mundo de carro, não nos custou muito decidir pelo deslocamento por esse meio, apesar das estradas de terceiro mundo. Assim é que, no dia 26 de dezembro, pela manhã, nos deslocamos até Pelotas, onde chegamos no meio da tarde e nos hospedamos no Jacques Georges Tower, localizado cerca de 400 metros do Centro Histórico, um quatro estrelas com serviço de três. Com tempo, fomos conhecer o centro histórico e comer os famosos doces típicos dessa importante cidade gaúcha. A cidade nos decepcionou, especialmente pelo seu desleixo com o rico patrimônio histórico que possuem. A maior parte do casario histórico foi destruído e o pouco que foi preservado, salvo raras exceções, está muito mal cuidado. O prédio da antiga Câmara de Vereadores, na esquina da Praça principal da cidade, de linda arquitetura mas está caindo aos pedaços, como muitos outros que vimos num caminhar pela região histórica. A isso, acresça-se ruas sujas e pouco cuidadas. Uma pena.

No dia 27 acordamos bem cedo para entramos no Uruguai pela cidade de Jaguarão. O controle alfandegário e registro obrigatório do carro é feito já bem dentro do Uruguai, depois de passar pela cidade de Rio Branco que fica logo depois de ultrapassada a ponte que liga os dois países. No local adequado, só um funcionário cuidando de tudo, registrou a entrada do carro e da blogueira sem sequer vê-los. Procedimento rápido nos embrenhamos Uruguai adentro para cruzá-lo perpendicularmente, do nordeste ao sudoeste. A tônica do País vizinho são fazendas intermináveis pontilhadas por pequenas cidades e uma ou outra indústria de laticínios. No litoral, suas principais cidades como Punta, Montevidéu e Colônia. 

As estradas, em sua maioria são simples, um pouco irregulares, mas com poucos buracos, salvo a 22, já no fim da viagem. Próximo de Montevidéu pegamos a melhor estrada deles, a Ruta1(uno), duplicada, com uns trechos triplicada, que vai até Colônia do Sacramento. Dali, pela 21 se chega até Carmelo, mais para o oeste, onde nos hospedamos no Four Seasons Resort, nas margens do Rio da Prata.

Ficamos na suíte D10, muita ampla, confortável e bem decorada, com dois pavimentos, no térreo, sala de estar, lavabo, TV e varanda. No piso superior, bem espaçoso, com a sala de dormir e ampla área de banho com uma confortável banheira para dois, pia com console espaçoso com duas cubas e ambientes reservados para a ducha num lado e para o vaso sanitário no outro. Serviço 5 estrelas.

Quanto ao hotel, tipo fazenda, com um grande hall com vários ambientes, tudo em madeira, e que dá numa ampla varanda donde se vislumbra uma grande piscina em três estágios, com o restaurante de bar a ladeando, depois um parreiral e ao fundo, o Rio da Prata, com uma ampla praia de areia fina e  branca, com estrutura do hotel para atendimento dos hóspedes que preferirem lá ficar.

O hotel se esmerou em dar várias alternativas para conhecer a região, com passeios a cavalo, vinícolas, cidades vizinhas e esportes. Todas as noites, para o jantar, havia a opção a la carte, no restaurante do hotel e outra por adesão, com opções de frutos do mar grelhados, degustação de vinho na praia ou variadas espécies de wraps com pão árabe com diferentes recheios. No que toca à cozinha, com tudo feito no local, nos decepcionamos um pouco porque, apesar da ótima qualidade dos produtos, não eram bem preparados. Tudo que levava farinha era massudo, com pães e croissants parecendo mal cozidos e muito pesados. As carnes mal cozidas ou mal assadas, às vezes duras ou com o ponto mal acertado. Acrescente-se a isso, algumas moscas, que, apesar de ser no campo, são incompatíveis com um hotel da qualidade do Four Seasons. São só exemplos que já detalhamos para a rede, por e-mail, para melhorarem neste particular.

Aproveitamos a estada lá para conhecermos a região, especialmente a cidade de Colônia do Sacramento, cidade tombada pela Unesco. É capital do Departamento de Colônia. Tem origem na  antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento fundada há 334 anos pelo português Manuel Lobo, então governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, a mando do Império Português no século XVII. A área onde se localiza a fundação hoje faz parte do centro histórico, como dito, Patrimônio da Humanidade.

A cidade, toda voltada para o porto e para o Rio da Prata, tem uma extensa área de casario português, principalmente, mas também espanhol, com farol, praças, igrejas, muito comércio e restaurantes, e muitos turistas, especialmente brasileiros. Não foi necessário sequer uma dia inteiro para esquadrinhá-la e admirar o seu rico patrimônio histórico bem preservado. Como estava muito calor, sentamos num dos bares localizados na rua principal da cidade, tomamos uma cerveja gelada e retornamos para o hotel, não sem antes prestar mais atenção na pequena Carmelo, também com seu casario português e espanhol, mas que se circunscreve a uma rua mais preservada, praça e Igreja.

A região está muito valorizada porque ali se estabeleceram hotéis cinco estrelas, campos de golfe, vinícolas com o tradicional e encorpado Tanat, típico daquela região.

Aproveitamos para descansar bastante, conhecer gente de todo o mundo, curtir a piscina e demais dependências do hotel, ler muito, beber muito vinho e cerveja, além de conhecermos esta bela região deste simpático Uruguai. Foram sete dias que passaram muito rápido, tão bom que foi. Com o alerta acerca da comida, recomendamos.

No dia 03 de janeiro, deixamos Carmelo, pegamos a Ruta 1 até Montevidéu e 400 kms depois estávamos em Punta del Leste para ali conhecer o famoso Fasano Las Piedras, do grupo Fasano de São Paulo, que do seu estrelado e famoso restaurante surgiram hotéis de alto luxo no Rio, interior de São Paulo e agora Punta. Fica localizado na região da Barra, cerca de 14 kms do centro da cidade, numa grande fazenda, com pedras, lagos, muito verde e animais selvagens típicos da região e de onde se enxerga a cidade e o mar ao longe.

As suítes são tipo conteiners, feitas de concreto, isoladas e espalhadas pelo amplo terreno, conforme vocês verão nas fotos. O deslocamento para as áreas comuns é feita por um carrinho elétrico de golfe, que cada hóspede recebe ao chegar, para seu uso até o fim da estada. A suíte 11, ampla e bem decorada, com uma varanda que dá para uma ampla área verde, lagos e a cidade de Punta ao fundo. Peca por não ter banheira nem duas cubas na pia equipamentos que todo hotel mundo afora, do mesmo preço, tem.

Nossa grande expectativa era a comida, por tratar-se do Fasano. Grande decepção. Chegamos num sábado, no início da tarde, e o almoço era churrasco na piscina. Para lá nos dirigimos. Muito vento, moscas e serviço demorado. Fizemos o pedido das carnes, ao ponto, mas como eram variadas, poucas estavam no ponto pedido, as demais estavam bem passadas e quase intragáveis. 

Para a noite fizemos reserva no restaurante Fasano, localizado sobre um promontório de pedras, no ponto mais elevado do terreno. Reservamos para as 21 horas e mais tarde nos ligaram pedindo que fôssemos às 20:30. Lá chegamos, com o restaurante quase vazio e assim ficou até nossa saída depois das 22 horas. Não entendemos o motivo da mudança do horário. O restaurante, com paredes envidraçadas, tem um lindo visual. Transitar, no seu interior, porém, é complicado, especialmente para mulheres com salto e pessoas idosas, já que para passar de um nível para uma espécie de avarandado onde ficamos, necessário passar por pedras irregulares e britas soltas, sem contar que o chão de madeira tem largas frestas onde um salto pode entrar e causar um sério acidente. Apesar de uma grande equipe de maitres e garçons e do restaurante estar vazio, o atendimento foi péssimo. O serviço do vinho não era na mesa, mas sempre tivemos que pedir para que o copo fosse completado. Os pratos pedidos, um risoto ao fruto do mar e um peixe grelhado, comuns sem nada que denotasse tratar-se de um dos restaurantes mais famosos do Brasil. O mesmo ocorreu com as sobremesas, a do blogueiro, um flan de coco a molho de maracujá, devolvido quase inteiro, porque sem a menor graça, e não houve uma pergunta sequer do motivo, como os melhores restaurantes do mundo fazem obrigatoriamente quando sobra qualquer comida nos pratos.

O café da manhã, era bom mas nada de diferente ou especial. Dir-se-ia que de 4 estrelas.

No dia 04 de janeiro aproveitamos para rever Punta del Leste, que havíamos visitado há uns 20 anos e constatamos que aquela que conhecemos já não mais existe. Cresceu assustadoramente, tornando-se uma grande cidade, com arranha-céus, muitos hotéis de rede 5 estrelas e muitos outros para todos os bolsos, muitos turistas, atividades no mar apesar da água gelada. Andamos pela Avenida Gorlero, sua principal rua de comércio e restaurantes, pela suas beira-mar com calçadão e bancos para apreciar a bela paisagem e onde se localizam os melhores restaurantes. Jantamos num deles e, ao anoitecer, retornamos ao hotel tendo a lua, quase cheia, como testemunha.

O lugar onde está o hotel é belíssimo e tem uma ampla oferta de  esportes, piscina, passeios a cavalo, praia num rio próximo, etc. Apesar de lá ter muita criança, percebemos ser um hotel mais voltado para adultos endinheirados que fixam ali a base, num lugar lindo e tranquilo e de onde podem se deslocar para aproveitar a cidade de Punta, ficando num ambiente silencioso e tranquilo fora do agito do centro.

Para o nosso gosto, vale uma ida para conhecer um hotel diferente e luxuoso num lugar belíssimo. Pena que a cozinha não está à altura do lugar e da fama.

Foi uma viagem curta, num lugar não muito longe, em duas regiões interessantes e em dois hotéis de luxo. A temos como o encerramento de um ciclo nas nossas vidas de viajantes, conhecidas de todos. Foram cerca de 15 anos na estrada, onde traçamos e cumprimos um objetivo. Conhecer profundamente o mundo dos nossos tempos. Já conhecemos a maioria das coisas que estavam nos nossos planos. Nos impressionaram demais. Foi inesquecível, impactante, emocionante. Valeu muito a pena. Algumas outras, porém, ficaram para daqui mais um pouco.

Entendemos, todavia, que é o momento de dar uma parada, mesmo porque, temos percebido que algumas coisas estão virando rotina não tendo mais a graça,  a emoção e a expectativa que geravam no passado, além de estarmos mais críticos e exigentes. Por isso, vamos mergulhar fundo num projeto que há anos vínhamos pensando, mas adiando. Construir uma casa de campo na serra catarinense, mais especificamente na bucólica Rancho Queimado. O litoral está ficando cada ano mais quente e abafado. No verão é impossível ficar em Florianópolis, sem estar num lugar refrigerado, ou mesmo frequentar suas belas praias, porque fica abarrotada de turistas, toda congestionada. Estressante. Na serra, o clima é mais ameno e a natureza está bem preservada. Será ótimo no inverno, com frio rigoroso que será amenizado com os vinhos da adega e com as comidas que só a blogueira, fenomenal chef, sabe fazer e no verão com um clima mais ameno, noite sem ar condicionado, champagne, vinho branco e, porque não, uma boa cerveja. Qualquer das estações será ótima para descanso, leitura, trabalho virtual e muitas rodadas de conversa, risadas e beberança com os amigos. 

2015 será de construção, mobília e equipamento da adega e inauguração. Somente a partir de 2016 começaremos a pensar em viagem novamente, num estilo diferente, mais deleite e contemplação, menos exploração. O blog, porém, não ficará inativo. De vez em quando, alguma coisa interessante aqui postaremos, talvez sobre viagens anteriores ao blog, alguma dica interessante que lemos ou vimos em algum lugar, ou mesmo uma pequena fugida para algum lugar. O tempo dirá. Obrigado pela permanente e motivadora audiência que todos vocês, diariamente, dão a este blog, que era só para nós e amigos mais chegados e hoje é internacional. Até qualquer dia. Beijos a todos. Narcísio e Dirlei. 


Esta e as próximas são do centro histórico de Colônia do Sacramento, Patrimônio da Humanidade pela Unesco






No Four Seasons Resort, em Carmelo, os blogueiros no coquetel da festa de passagem de ano

Por do sol no Rio da Prata, visto do Four Seasons

Esta e as próximas são das dependências do Four Seasons



Ao fundo, a última à esquerda, nossa suite duplex




Apoio na praia privada do hotel, no Rio da Prata







Saguão do Four Seasons







Interior da suíte do Fasano las Piedras, Punta del Este

A suíte vista de fora

O meio de transporte à disposição de cada suíte

Esta e as próximas são do complexo Fasano, com o restaurante no alto, ao fundo


Paisagem desde a varanda da suíte

as suítes e o restaurante Fasano, no alto


O restaurante da Piscina

Tatu que encontramos  num passeio pela terreno do Fasano





Punta del Este

Calçadão de madeira, na orla de Punta


Praia de Punta del Este, lotada





  

terça-feira, 14 de outubro de 2014

RESUMO DA VIAGEM PARA REP. TCHECA, ESLOVÁQUIA, ESLOVÊNIA, CROÁCIA E GRÉCIA

Seguidores e Seguidoras,

Como já é da tradição deste blog, sempre ao fim de cada viagem fazemos um resumo de tudo o que vimos, o que sentimos, os pontos fracos e os pontos fortes de cada País, o que vale e o que não vale a pena, tudo como guia para aqueles que quiserem incrementar suas viagens para esses destinos agregando nossas experiências.

EMPRESA AÉREA

Desta vez viajamos pela classe executiva da Lufthansa. Foi sempre pontual (ressalvada a greve dos pilotos que atrasou em oito horas nossa saída de Frankfurt, no retorno. Verdade que nos deram toda a assistência) e viajamos, tanto na ida, quanto na volta, num Jumbo 747-8. Na ida, o aparelho era mais novo, com cama reta. Na volta, mais antigo e com cama um pouco inclinada. Não atrapalhou porque na volta o voo foi sempre de dia. O lounge, na parte nova do aeroporto de Guarulhos, compartilhado com outras empresas, se mostrou de boa qualidade mas refletindo a temperatura um pouco quente de todo o aeroporto. Neste particular, decepcionou no novo aeroporto, o pequeno elevador de um andar para outro, que mal cabia duas malas, dificultando o acesso e obrigando muita gente a subir com malas pela escada rolante.

No que toca ao serviço de bordo, foi típico alemão, honesto e competente, com atendentes simpáticos, com três opções de pratos para jantar e almoço, bons vinhos e, no retorno, de dia, serviço de lanches com muita frequência, diferente de uma viagem que, anos atrás,  fizemos com a Air France onde, numa viagem de dia, chegamos a passar fome.

Esse tratamento se repetiu, também, nos voos internos na Europa. Por isso, a recomendamos.

No retorno o pouso foi no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Uma tragédia. Lá fora mais de 30 graus. Lá dentro, com o ar condicionado quebrado, quase 40 graus. O inferno. Para arrematar, como, diante do atraso em função da greve, perdemos o voo da Avianca, que respeita o peso da bagagem de voo internacional, tivemos que viajar pela TAM que, mesmo diante dos tickets de viagem internacional, cobrou R$ 107,00 por 6 kilos de excesso. Fujam dela, na volta, porque nunca fomos cobrados pela Gol e pela Avianca.
  
TRÂNSITO, ESTRADAS E MOTORISTAS

Na Rep. Tcheca e na Eslováquia, é muito tranquilo viajar de carro. Estradas boas, motoristas educados e respeitadores das normas de trânsito. Por isso, pouco ou quase nenhum policiamento nas rodovias. Nos dois, é necessário comprar um selo para afixar no parabrisas, para poder transitar por lá. Pode ser comprado nos postos de combustível próximos da fronteira. O preço varia de acordo com o número de dias que você vai permanecer de carro em cada país.

Na Eslovênia e na Croácia, apesar das estradas boas, os motoristas já são mais afoitos, muitos extrapolando bastante os limites de velocidade, requerendo, por isso, uma direção defensiva mais apurada. Na Eslovênia é também necessário o selo(vignete), mencionado anteriormente.

Na Grécia, se você for viajar pelo interior, nas estradas de pista simples, desaconselhamos fazê-lo. Isso porque os gregos foram os piores motoristas que já enfrentamos em todos os países do mundo pelos quais passamos, inclusive aqueles onde não dirigimos. São grosseiros, desrespeitam todos os limites de velocidade, inclusive nos centros urbanos do interior, ultrapassam em curvas, são impacientes buzinando sempre que você demore um segundo para arrancar e nos cruzamentos te pressionam para ir em frente mesmo com riscos. Nas pequenas cidades, onde a principal rua era a rodovia, diminuíamos a velocidade para 50km/h, conforme recomendado. Formava-se uma fila atrás de nós, com buzinas, quase encostavam no nosso carro e, pelo retrovisor víamos o zigue-zague de carros tentando ver se dava para ultrapassar. Quando conseguiam, colocavam em risco os pedestres, inclusive crianças que transitavam ou cruzavam a rodovia. Nem na chuva, diminuíam sua fúria. Bem por isso que os acidentes eram frequentes e, em toda Grécia, as cruzes e capelinhas em todas as curvas e locais mais perigosos, eram rotina.

Quanto às estradas, no interior são ruins e muito mal conservadas. No norte, a rodovia entre Igoumenitsa e Tessalônica é moderna e com profusão de túneis e viadutos como nunca vimos. A sinalização, todavia, precária, não informando sequer a extensão dos túneis, por exemplo. Postos de combustíveis, muito raros sendo  necessário, às vezes, sair até uma cidade próxima para abastecer. No leste, de Tessalônica até Atenas, eles têm a nossa BR 101, congestionada e em muitos trechos mal conservada. A Autoestrada que vai substituí-la está com a obra parada, como tantas outras pelo país. O dinheiro da União Européia veio, mas a corrupção consumiu a maior parte, a Grécia faliu e as obras estão lá, pela metade. Por tudo isso, se for dirigir lá, muna-se de paciência e de todo cuidado possível para sobreviver aos piores motoristas do mundo.

OS POVOS

Exceção feita ao povo da Grécia, fomos muito bem tratados por aquele dos demais países, nada merecendo ser destacado neste particular. Na Grécia, todavia,  fomos muito desrespeitados, especialmente em Atenas, num enorme contraste com os carinhosos e polidos amigos de origem grega que temos aqui no Brasil. Muita grosseria e desonestidade. Quanto a esta última, se você andar de táxi em Atenas, tenha certeza de que você será enganado e perderá dinheiro. Tomamos táxis hotel/centro várias vezes, desembarcando na mesma região. O preço foi sempre diferente. Num dia era 15 euros, no outro era 30, 25 ou 27 Euros. Um motorista de outro país deu a dica. Normalmente eles colocam bandeira 2 que só seria permitida da meia-noite às 6 da manhã. Quando podem, enganam também no produto que entregam ou mesmo no troco.  No interior do país, o povo é mais simpático e acolhedor. Quanto à honestidade, não demos oportunidade para eles a exercitarem e, por isso, não podemos afirmar se o fenômeno Atenas também se repete lá.

OS PONTOS ALTOS E BAIXOS DO TURISMO

REPÚBLICA TCHECA - Um país maravilhoso e bem resolvido que nos proporcionou uma visita muito agradável. A começar pela sua capital Praga que melhorou muito desde a nossa visita de 2001, não perdendo em nada para qualquer outra cidade turística da Europa mais desenvolvida. No interior, para qualquer parte que você vá há uma bela cidade para ser visitada. Destacaram-se Kutna Hora, com sua catedral de ossos, as estâncias termais Karlovy Vary e Marienbad e os sonhos Cesky Krumlov e Telc. Vale a pena voltar às postagens desses lugares para saberem do que estamos falando. Dos cinco países visitados, foi o que recebeu a melhor nota.


Cesky Karlovy

Praga

Catedral dos Ossos, Kutna Hora

Karlovy Vary

Marienbad

Telc


ESLOVÁQUIA - A impressão que ela nos passou foi de uma país rural, dando seu primeiros passos para sua plena emancipação econômica. Tanto que entre seus destaques estão seus parques nacionais como o Tatras, o Altos Tatras com seu Hotel Kempinski e o Slovensky Raj. Muitas pequenas cidades patrimônios da Unesco, como Levoca, o Castelo  e o Convento de Spis e Banska Stiavnica, além do Castelo de Bojnice e a bela e charmosa Bratislava, o seu Castelo e o Danúbio. Uma delícia de país.

Alto Tatras


Levoca

Castelo de Spis

Banska Stiavnica

Castelo de Bojnice

Bratislava


ESLOVÊNIA - Uma bela Capital como Liubliana, pequenas jóias como Ptuj e sua deslumbrante natureza como o indescritível Lago Bled, que mais parece uma pintura, o Lago Bohinj, os dois cercados  pela bela cadeia montanhosa dos Alpes Julianos e Caravanche, as impressionantes cavernas de Postojna e seu Castelo de Predjama, dentro de uma caverna e Skocjan. No seu litoral, a bucólica Piran. Um país imperdível, especialmente pelo seu patrimônio natural impactante. Vale um retorno às postagens respectivas.


Ptuj

Lago Bled

Liubliana

Caverna de Postojna

Castelo de Predjama

Piran


CROÁCIA - No seu litoral, os destaques são Pula e sua impressionante herança romana, Trogir e Dubrovnik. As demais cidades como Rovinj, Sibenik e Split, valem mais pelas suas paisagens vistas do mar, do que por seu casario, bonito mas muito mal conservado, lembrando muito o sul da Itália. No interior, a grande pérola da Croácia, é o incrível Parque Nacional de Plitvice, com seus cânions, seus lagos e suas inigualáveis e mágicas quedas d'água filtradas pela floresta e pelas turfas, tornando-as diferentes de um dia para o outro. Deslumbrante e imperdível.


Pula

Parque Nacional de Plitvice

Trogir

Dubrovnik


GRÉCIA - Os maiores destaques da Grécia foram, sem dúvidas, Meteora, Delfos, o Museu da Acrópole e o Museu Nacional de Arqueologia. Num segundo plano, o Acrocorinto e Olímpia. A Ilha de Corfú é bela mas, infelizmente, o cheiro de esgoto na sua principal baía, empana essa beleza. Quanto ao mais, parece um país novo que agora está se descobrindo, apesar de toda sua idade. Em Esparta, agora que começaram a escavar a cidade velha. Em Corinto e em Olímpia, as ruínas estão lá, no chão, com todas as suas peças, esperando não sabemos o que, para serem reerguidas. A Acrópole, de tão mal cuidada, você tem que cuidar onde pisa para não escorregar em suas pedras lisas. Ademais, o Partenon perde em muito para templos gregos de Pesto e da Sicília, na Itália. Em Tessalônica, os monumentos arqueológicos estão muito mal cuidados e cercados de pichações. Pichação, aliás, é o esporte predileto dos gregos. Tanto Atenas, com seu ar decadente, quanto Tessalônica, estão tomadas pelas pichações de seus prédios, muros, monumentos. Infelizmente, a Grécia foi meio decepcionante. Talvez mudemos de ideia se um dia visitarmos suas ilhas mais famosas.


Partenon

Museu da Acrópole

Museu Nacional de Arqueologia

Acrocorinto

Olímpia

Ilha de Corfú

Meteora


Tessalônica

Delfos



Como puderam ver, foi uma viagem por pequenos países, cada um com características diferentes, algumas delas marcantes, impactantes e imperdíveis. Por isso, foi uma viagem plena, cheia, complexa, tanto pela natureza exuberante, cidades charmosas e patrimônio histórico e arqueológico dos mais relevantes do mundo. O roteiro está pronto. Podem copiar.

Conosco viajaram aqueles que acessaram o blog quase 4000 vezes no mês e os comentários mais frequentes da Maria Inês, do Brandão, do Zucco e da Jossiane, além de tantos outros, que nos alegraram e fizeram a viagem mais agradável. O mesmo se aplica ao facebook, com milhares de curtidas e dezenas de comentários. Obrigado a todos pela agradável companhia.

A próxima viagem será no fim do ano, para o Four Seasons Resort de Carmelo, próximo de Colônia do Sacramento terminando no Fasano de Punta del Este, tudo no Uruguai. Promete. As impressões estarão aqui, isso se antes não visitarmos um lugar que mereça ser compartilhado. Obrigado. Beijos a todos. Narcísio e Dirlei.